11/jun/2017

Sobre relacionamentos, apps, solidão, etc

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Amanhã será comemorado o Dia dos Namorados no Brasil. Este ano aproveitei a data para trazer uma série de reflexões aleatórias que tenho feito há muito tempo sobre relacionamentos. Independentemente do seu atual momento amoroso, tenho certeza que vocês também têm uma opinião sobre esse assunto. Será que pensamos parecido? Acompanhem!

Encontros e tecnologia

O avanço tecnológico, principalmente o surgimento das redes sociais e dos apps de conversas instantâneas, trouxeram muita velocidade para as nossas relações, seja de trabalho, amizade, familiares ou amorosas.

Só para citar um exemplo: quem nunca ficou irritado(a) com a demora de uma resposta no WhatApp — mesmo que tenha sido apenas alguns minutos? Que atire a primeira pedra.

Exigimos imediatismo das pessoas e isso traz muitas consequências ruins. Quando falamos dos apps de relacionamento (como Tinder, Happn, Adote um Cara, entre outros), na maior parte das vezes, não há tempo de conhecer as pessoas de fato.

Quando se ultrapassa a barreira do “Oi, tudo bem?/O que faz da vida/O que gosta de fazer” já é um milagre, por que às vezes as pessoas sequer têm paciência de conversar no aplicativo.

Se a conversa vai para o mundo real, parece que muitos possuem um tempo cronometrado para se encontrar, beijar, transar e passar pro próximo. CLARO que todos têm o direito de fazer o que quiserem, mas o ponto que eu quero levantar é que essa velocidade das relações nem sempre é saudável para todos.

Ainda existem aqueles que gostam de uma boa conversa, de conhecer de fato as pessoas e que não se encaixam nessa dinâmica “fast-food” – apesar de acabarem devorados por ela.

Essas pessoas sofrem, se cansam, se frustram, se machucam e o pior, muitas vezes, desaprendem a se relacionar – algumas nem conseguem aprender de fato.

E esse ciclo de “relacionamentos descartáveis” vai ficando cada vez maior, com mais pessoas perdidas nessa busca por algo no outro. Já repararam a quantidade de memes na internet reclamando do “crush” que não dá atenção ou de solidão? Esse é só um exemplo de como os apps facilitaram tanto os encontros, mas ao mesmo tempo parecem ter dificultado os verdadeiros laços.

Estar solteiro(a) não é o fim do mundo

Desde sempre eu fui da seguinte opinião: é tortura nos cobrar por algo que não depende só da gente. Ter um relacionamento, obviamente, também depende de outra pessoa. Por isso, é muita automutilação sofrer por ser solteiro.

Claro que eu entendo que não é fácil lidar com a cobrança externa. Fui solteira a minha vida inteira (esse é o primeiro dia dos namorados que passo namorando), então, tive que lidar com muitos comentários desagradáveis, muitas vezes até de amigos.

Não queria trazer o feminismo para esse post, mas não posso deixar de dizer que as mulheres sofrem muito mais do que os homens nesse sentindo. Uma mulher solteira é vista por muitos como fracassada, encalhada, mal amada, amarga, entre outros adjetivos que quem já ouviu sabe como é difícil.

Mas, queridos solteiros(as) chateados(as) com esta situação, espero que vocês percebam que isso não é o fim do mundo. Estar “sozinho” é uma oportunidade única para se autoconhecer, aprender e ficar forte para encarar futuros relacionamentos (ou não, depende da sua vontade).

Você não deve satisfação da sua vida para ninguém. Se você está sozinho por opção ou por não ter encontrado alguém legal, não importa, viva a sua vida, aproveite com os amigos, saia sozinho e goste de você do jeito que é.

Lembre-se: relacionamento não define ninguém, as pessoas são únicas.

Supere as diferenças

A última parte da minha reflexão vai para quem encontrou alguém especial nesse mundo de meu Deus e está em um relacionamento. Mesmo com toda a tecnologia que envolve as relações hoje, acredito que temos o que aprender com algumas coisas do passado.

Fico me perguntando: será que antigamente as pessoas tinham essa ânsia de achar o “par perfeito”? Aquela pessoa que só possui qualidades, que nunca vai te irritar e fazer TUDO exatamente do jeitinho que você gosta? Se elas tinham, nunca vou saber, mas acredito que os casais de antigamente eram mais dispostos a superar diferenças.

Acho que não preciso nem falar que, nesse caso, diferenças não são relações abusivas, machistas ou infelizes, né? Digo os pequenos desentendimentos do dia a dia. Vocês não têm a impressão de que hoje em dia as pessoas desistem muito fácil uma das outras? Que elas exigem demais e dão de menos?

Acredito que os casais que se dispõem a estar juntos precisam ter a mente aberta para entender e, sempre que possível, superar as diferenças. E se me permitem dar um último conselho, é o seguinte: ninguém tem bola de cristal e nem é obrigado a descobrir o que você quer. Fale o que te incomoda, o que te agrada, e o que você deseja no relacionamento. Isso vale pra tudo na vida também.

Bom, essas foram as minhas reflexões beeeem aleatórias sobre relacionamentos. É um assunto complexo, não consegui trazer tudo o que eu queria, mas quem sabe volto com o assunto nos próximos posts 🙂

E vocês, como enxergam os relacionamentos hoje em dia? Compartilhem comigo nos comentários!

                
 

1 Comentário

  1. FABIOTV disse:

    Olá, tudo bem? No Dia dos Namorados, a imprensa agora fala dos casais virtuais.. E isso existe de verdade… Amor tecnológico.. Bjs, Fabio http://www.tvfabio.zip.net

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