08/mar/2017

Sobre as redescobertas femininas

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Hoje é comemorado o Dia Internacional da Mulher, uma data que serve não apenas para dar (ou receber) flores, e sim para refletir sobre uma série de questões. Nesse post, vou trazer um pouco da minha visão sobre o que é ser mulher nos dias de hoje, os paradigmas que quebramos nos últimos tempos, como isso refletiu em nossas vidas e a importância de continuar se redescobrindo. Boa leitura! 🙂

Ser mulher nos dias atuais: transformação constante

É impossível trazer uma opinião única sobre todas as mulheres do mundo, mas vou refletir um pouco sobre a atual condição daquelas que fazem parte da minha vida e até mesmo aquelas que não conheço pessoalmente, mas que acompanho de longe por meio de notícias e redes sociais.

Acredito que ser mulher hoje é se questionar o tempo todo. É se perguntar porque está fazendo o que está fazendo, se está agindo de forma correta ou se suas opiniões sobre determinados assuntos estão certas ou não. Aparentemente isso parece loucura, mas é uma sensação constante em mim e tenho certeza que muitas mulheres pensam a mesma coisa. Essas dúvidas são as responsáveis pelas mudanças positivas em nós (ou por aquelas que ainda não aconteceram, mas estão a caminho).

Nos últimos anos, com o avanço do movimento feminista e das discussões de assuntos que, até então, nem pensávamos sobre, nos vimos diante de intensas descobertas. Foram várias “revelações”, mas acredito que a mais significativa e que resume bem tudo isso é que NÃO SOMOS OBRIGADAS A NADA.

E é muito louco pensar como muitas acreditavam que sim, éramos obrigadas. A sofrer assédio (físico e moral) e ficarmos quietas, a ter um relacionamento, a manter o cabelo “domado”, a se vestir de forma “comportada”, a silenciar quando estamos falando e um homem nos corta para dizer exatamente a mesma coisa (ou ensinar algo que já sabemos), enfim, são várias as situações.

Hoje eu percebo como várias mulheres trilham uma jornada de autoconhecimento e cada vez mais se questionam sobre sua vida, suas escolhas e como alcançar a sua felicidade. E isso vem refletindo de várias formas.

A mulher independente paga um preço?

Nos últimos dias, algumas amigas compartilharam esse texto nas redes sociais: O alto preço da independência de uma mulher, da Ruth Manus. Separei um trecho que resume bem o artigo:

O preço de ser uma mulher independente é o de ter que viver parcialmente anestesiada, para aguentar o bombardeio diário acerca de cada uma das decisões que tomou na sua vida.

Concordo plenamente. Infelizmente, por conta do machismo e misoginia que são entranhados na sociedade, as mulheres que tomam caminhos considerados “fora da curva” pagam um preço, que é bem caro. Mas, correndo o risco de parecer otimista demais, acredito que a sensação de ser dona de si, de ter as rédeas da própria vida e de assumir suas vontades paga esse preço. Lógico que não é fácil lidar com a opinião alheia o tempo todo, mas isso não quer dizer que não seja possível aprender e, um dia, simplesmente não ligar mais para isso.

Além de enfrentar as nossas próprias mudanças, acredito que outro desafio é fazer com que as pessoas a nossa volta, que sempre estiveram acostumadas com nosso jeito de ser, entendam e respeitem nossos novos posicionamentos. Sempre tem os amigos que estranham, o namorado que começa a achar que tem alguma coisa errada, ou a família que não aceita certas atitudes, não é mesmo?

É nesse momento que temos a oportunidade de descobrir quem merece uma explicação ou quem deve ir embora junto com o nosso antigo ‘eu’. Uma coisa é fato: quem gosta da gente de verdade vai perceber que as mudanças vieram para nos trazer evolução.

Nesse Dia Internacional da Mulher, gostaria de usar esse humilde espaço para desejar que vocês, queridas leitoras, continuem tendo forças para superar seus medos, ultrapassar barreiras e chegarem cada vez mais perto do que desejam. Apesar do mundo ser bem cruel com a gente na maior parte do tempo, nossa união pode tornar as coisas um pouco mais fáceis.

E se algum homem leu esse texto (espero que sim), aproveitem para refletir sobre como vocês enxergam a mulher na sociedade, como andam tratando aquelas que fazem parte da sua vida e como ajudar a combater o machismo. Para encerrar, gostaria de convidá-los a clicar ali na categoria “Feminismo”, tem uns textos bem legais para serem lidos no dia de hoje 🙂

E vocês, o que acham sobre o atual momento das mulheres na sociedade? Compartilhe nos comentários!!

                
 

2 Comentários

  1. Brenda disse:

    Eu concordo com tudo que disse, Talita! Tento me manter otimista de que as coisas estão mudando aos poucos. Acho que muita gente está “acordando” do torpor do machismo e mudando alguns conceitos enraizados na nossa cultura e sociedade. Assim espero! Acho que a gente pode começar sempre pelas pessoas mais próximas, ajudando-as a perceber suas ideias ultrapassadas.

    A palavra de ordem é sempre deve ser EMPATIA. =)

    Beijo,
    Brenda

  2. FABIOTV disse:

    Olá, tudo bem? Como sou mais antigo, eu fazia trabalhos do Dia Internacional da Mulher na disciplina Educação Moral e Cívica… Rs…Bjs, Fabio http://www.tvfabio.zip.net

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