03/fev/2017

The OA e o “efeito Lost”

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Uma jovem cega que desapareceu e depois de 7 anos voltou enxergando. Cinco pessoas que aparentemente não possuem nada em comum, unidas para ajudar em uma missão misteriosa. Experiências de quase morte, existência de outras dimensões. Afinal, onde Praire (Brit Marling) estava durante todo esse tempo e como voltou a enxergar? Esse é um resumo de The OA, série original da Netflix.

Confuso, né? Um pouco. Nesse post, vou comentar os pontos positivos e negativos da série e porque ela me lembrou Lost. (Sem spoilers)

Pontos positivos

Praire, assim que retorna à cidade, apresenta um comportamento confuso e estranho. Ela não diz onde esteve para seus pais e nem para a polícia, mas em determinado momento da história, com a ajuda de seu vizinho, Steve (Patrick Gibson), reúne cinco moradores da cidade para contar o que aconteceu durante seu desaparecimento.

O grupo aparentemente não tem nada em comum. São eles:

Steve: adolescente problemático, arruma confusões na escola e vende drogas.
Elizabeth (Phyllis Smith): professora do Steve.
Alfonso (Brandon Perea): aluno exemplar, conseguiu bolsa para a universidade, mas possui alguns problemas pessoais.
Jesse (Brendan Meyer): amigo de Steve, orfão, mora com a irmã.
Buck (Ian Alexander): garoto transexual, está passando pelo processo de adequação de gênero.

Por não terem nada em comum, é interessante observar como esse grupo acaba criando uma ligação ao longo da história. Em cada episódio, Praire vai revelando cada vez mais seu segredo, e não tem como não ficar curiosa(o) com o próximo episódio – a série consegue prender a maior parte do tempo. O assunto principal que envolve o desaparecimento da jovem é muito interessante, tem relação com misticismo, ciência, e até um pouco de religião.

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O último episódio da 1ª temporada foi um dos mais emocionantes que já vi. Não é nada óbvio, e as cenas finais mexem com a gente por mostrarem uma situação que, infelizmente, é muito comum nos EUA. Enfim, é o tipo de série que a gente fica contando os dias pra segunda temporada – que ainda não está confirmada, mas segundo os criadores da série, já tem uma história definida. Essa curiosidade é sempre boa, mas no caso de The OA, ela também é um pouco preocupante. Quer saber por quê? Continue a leitura para conferir os pontos negativos.

Pontos negativos

Ter uns mistérios no meio da história é legal pra dar aquela vontade de avançar para o próximo episódio, todos sabemos disso. Só que a série acaba e a gente fica tipo: “Gostei, mas não entendi nada”. Em cada episódio, recebemos mais dúvidas, mais teorias, mais acontecimentos surpreendentes e nada é resolvido no final, só ficamos com mais perguntas sem respostas. A própria Netflix fez um vídeo bem-humorado dizendo que é difícil explicar a série.

Além disso, mesmo com alguns episódios muito bons, ali no meio da história bate um cansaço, porque são tantas dúvidas que a gente até perde “o fio da meada”. Acredito que a duração dos episódios (alguns com 1h) também contribui para esses momentos de desânimo.

Estão aparecendo várias teorias sobre The OA, os fãs estão enlouquecidos procurando pistas que possam ajudar a descobrir o que de fato aconteceu com Praire. Diante de todas essas especulações e dúvidas, é inevitável não lembrar de Lost.

A série, que foi exibida entre 2004 e 2010, fez muito sucesso por ter vários mistérios e teorias, e conforme as temporadas passavam a expectativa só aumentava pelo desfecho da história. Pois bem, não conheço uma pessoa que tenha curtido o final, porque várias perguntas ficaram sem resposta.

Meu receio é que The OA faça os fãs passarem pelo “efeito Lost”, jogue um monte de mistérios na nossa cara e termine como se nada tivesse acontecido. Desejo do fundo do coração que isso não aconteça, mas não posso deixar de frisar que essa falta de respostas (em excesso) tirou um pouco da qualidade da 1ª temporada. (Obs: Mesmo com a decepção, Lost tem um lugar especial no meu <3).

Para encerrar, uma curiosidade: uma das criadoras da série é a Brit Marling, que interpreta a Praire.

E vocês, já assistiram? Possuem alguma teoria sobre a série? Compartilhem comigo nos comentários!

                
 

1 Comentário

  1. FABIOTV disse:

    Olá, tudo bem?Adorei o balanço com os pontos positivos e negativos. Lembra alguém que adota o mesmo estilo. Hahaha Não acompanho NetFlix e, por isso, não posso comentar. Bjs, Fabio http://www.tvfabio.zip.net

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