07/jul/2016

Flip 2016 e o charme de Paraty

IMG_20160702_154620553_HDR

Oi, pessoal!!!

Como havia falado nos posts anteriores, nesse último fim de semana estive em Paraty para participar da Flip (Festa Literária Internacional de Paraty), e hoje vou contar pra vocês minhas impressões sobre o evento e a cidade. No final do post, vou deixar o nome do hostel que fiquei hospedada e os restaurantes que fui. Tem muita coisa pra falar, tentarei resumir o máximo possível!

Impressões sobre a Flip

Foi a minha primeira vez na Flip, então confesso que não tinha muita noção de como o evento funcionava. A primeira surpresa que tive foi em relação ao público. Esperava encontrar muitos intelectuais, gente “cult”, até imaginei que podia me sentir um peixe fora d’água em certos momentos. Que nada! É como minha amiga definiu: Paraty é a cidade mais de humanas que existe. O pessoal era super descolado, tinham crianças, jovens, idosos, famílias inteiras…um ambiente muito descontraído.

Além da programação oficial da Flip, existe uma espécie de evento paralelo, com várias manifestações artísticas espalhadas pelo centro histórico. Tinha muita coisa, foi humanamente impossível acompanhar tudo. Além da Tenda dos Autores (que vou falar já já), estive presente na Casa Folha, o espaço da Folha de S. Paulo. A decoração era feita com as principais manchetes do jornal desde a sua criação. Lá eles tinham um café e alguns livros pra vender. Além disso, a casa promoveu bate papos e shows à noite.

Preços dos livros

Acredito que um assunto que interessa todo mundo que nunca foi à Flip é o valor dos livros. O evento tem uma livraria oficial (Livraria da Travessa), e ao longo do centro histórico é possível encontrar vários locais vendendo livros também (inclusive, algumas editoras). O que posso dizer é que não são mais baratos do que nas livrarias, na verdade, o preço é o mesmo. E também não vi tantas opções, eles destacaram as obras dos autores que participaram do evento e da homenageada do ano, a poeta Ana Cristina Cesar. Acabei comprando só um livro de contos do Rubem Fonseca <3.

Tenda dos autores – Mesa Mixórdia de Temáticas

IMG_20160702_154459255

Entrada da Tenda

IMG_20160701_192945417

Do lado de dentro

É nesse espaço que aconteceu grande parte da programação oficial, com a participação dos autores nas mesas. Do lado de fora do auditório, havia um telão para que as pessoas pudessem acompanhar. Comprei ingresso para participar do bate papo com a Tati Bernardi e o humorista português Ricardo Araújo Pereira. Para a surpresa de todos, quem mediou a conversa foi o Gregório Duvivier (que, por sinal, mandou muito bem). O nome da mesa era Mixórdia de Temáticas (o título do livro lançado por Ricardo), e o assunto do bate papo foi o humor na literatura.

Tati falou um pouco sobre seu livro (Depois a Louca Sou Eu), como ela enxerga seu trabalho de escritora e roteirista, como a ansiedade influencia nas suas obras e o preconceito sofrido pela mulheres que fazem humor. Eu não conhecia o trabalho do Ricardo, mas o achei simplesmente genial. Gregório explicou que ele é o criador de uma espécie de ‘Porta dos Fundos’ de Portugal, chamado ‘Gato Fedorento‘. Ricardo falou sobre a importância do humor na nossa vida, e uma das falas que me marcaram foi quando ele disse que o ser humano é o único animal que tem a consciência que vai morrer, e é muito duro conviver com essa informação. Para o humorista, o riso ajuda a tornar nossa existência mais leve e, de certa forma, aliviar o medo. Tati e ele realizaram uma sessão de autógrafos, e ela autografou meu livro :D.

Esse é meu resumo da Flip, infelizmente não consegui participar muito da programação oficial, mas o pouco que vi achei muito interessante e bem organizado. Agora, vou falar um pouco sobre Paraty! Toma um fôlego aí e continua a leitura rs.

Paraty: como não se apaixonar?

Geralmente, quando viajo, não costumo tirar muitas fotos. Primeiro, porque tenho preguiça e segundo, meu celular não é dos melhores. Mas nessa viagem foi impossível não fazer vários registros. A cidade é linda! A fama de “Veneza Brasileira” não é à toa. Andar pelo centro histórico nos faz voltar no tempo, as casinhas são muito charmosas e bem conservadas. Várias vezes, me senti em um cenário de novela de época. O chão de pedras é um pouco difícil de caminhar, é verdade, mas faz parte do encanto do lugar. A praia e o cais ajudam a trazer um ar de calmaria, impossível não relaxar e esquecer da hora. Não sei como é a cidade fora de temporada, mas o clima cultural da Flip tornou tudo ainda mais mágico. Vou deixar que as fotos falem por mim!

IMG_20160702_144032011

IMG_20160702_151419479

IMG_20160702_154050106

IMG_20160702_111614139

IMG_20160702_103837051

IMG_20160702_104841868

Praia do Pontal

Hospedagem e restaurantes

Fiquei hospedada no Geko Hostel, que fica localizado em frente à praia do Pontal, há uns 5 minutos do centro histórico (ótima localização). Tirando o fato de não ter cobertor (porque os que tinham para alugar acabaram e eu sou bem frienta), gostei do hostel. Eles tinham um quiosque onde o café da manhã era servido todos os dias em frente à praia (a cara da riqueza), e toda noite também ofereciam jantar (que era pago). Tínhamos direito a uma caipirinha gratuita – que eu acabei nem pegando, porque estava um pouco ruim da garganta, pra variar. Fiquei no quarto misto, com 12 camas. No geral, recomendo o lugar, pretendo ficar lá quando for pra Paraty novamente.

Segue abaixo uma lista com os restaurantes e uma breve avaliação (todos ficam localizados no centro histórico):

Boteco da Matriz: o primeiro restaurante que comemos, assim que chegamos na cidade. A comida é gostosa, mas o prato demorou demaaaais (quase desmaiamos de fome). Pela demora, não recomendo.

Quero mais: comida simples, caseira, também demorou um pouco, mas não tanto como o Boteco da Matriz. Pelo preço (R$ 20,00 o PF), recomendo.

Gato no Muro: simplesmente uma das melhores pizzas que comi na minha vida! Chega a dar água na boca só de lembrar. Se dividir pra duas pessoas, vale muito a pena. Além disso, o ambiente é super charmoso. Recomendo!

Também aproveitamos para conhecer Trindade, que é uma vila que fica há uns 40 minutos de Paraty. Mas vou deixar para contar como foi em outro post, senão esse aqui não acaba nunca! rs.

Bom, pessoal…essa foi minha experiência com a Flip. Foi um sonho realizado, essa viagem teve um significado muito importante pra mim. Espero poder participar todos os anos a partir de agora!

E vocês, já conhecem Paraty? Já participaram da Flip? Compartilhe nos comentários lá no Facebook!

                
 

1 Comentário

  1. FABIOTV disse:

    Olá, tudo bem? Em 2011, conheci Paraty!!!!! Fui para Petrópolis e Rio de Janeiro na época. O centro histórico é demais. Bjs, Fabio http://www.tvfabio.zip.net

Deixe o seu comentário!