07/mar/2016

4 personagens de séries que representam o poder da mulher

Amanhã será comemorado o Dia Internacional da Mulher. Acredito que esse ano a “comemoração” será diferente e muito importante, já que estamos acompanhando cada vez mais discussões sobre o feminismo e (graças a Deus) muitas mulheres estão se redescobrindo e questionando situações opressoras que antes passavam batidas.

No primeiro post do blog, falei sobre como descobri o feminismo, e quem me acompanha aqui ou nas redes sociais sabe que apoio o movimento, apesar de ainda estar tentando me encaixar, afinal, como já disse aqui também, não é do dia para a noite que a gente desconstrói ideias que foram alimentadas durante uma vida.

O mercado de entretenimento também vem acompanhando essas mudanças nos últimos anos, e temos visto personagens incríveis nas séries, representando toda a força das mulheres na vida real. Elas servem de inspiração e ajudam a discutir temas importantes, como racismo, transexualidade, assédio, entre outros. Confiram as minhas 4 personagens favoritas e porque elas são demais:

*Atenção: alerta de spoiler!*

 Annalise Keating  – How to Get Away With Murder

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Rainha, dona da “porra toda”, são alguns dos adjetivos encontrados para descrever Annalise Keating (Viola Davis). Ela tem seus podres e um caráter, algumas vezes, duvidoso? Sim. Mas a advogada tem “sangue no olho”, é de uma competência incrível e, provavelmente, calou a boca de muitos que duvidavam de sua capacidade, por ser mulher e negra. No passado, ela foi vítima de abuso, mas conseguiu superar e chegar onde chegou (uma carreira brilhante).

Apesar de não ter obtido o mesmo sucesso na vida pessoal (casando-se com um cretino, que a humilhou), ela é dona dos próprios desejos, sexualmente livre e ama quem quiser (homem ou mulher). Viola Davis, não satisfeita em interpretar uma personagem incrível, ainda é uma mulher maravilhosa, que já fez discursos importantes sobre o feminismo e o papel da mulher negra na TV. Já escrevi sobre ela e sobre a série aqui no blog, bora relembrar?

[Análise] How to get away with murder – 1ª temporada

Viola Davis e o outro lado da linha

Jéssica Jones – Jéssica Jones

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A cara de fofinha até engana, mas é só ouvi-la alguns minutos para percebemos que essa mulher não está pra brincadeira. Jéssica Jones (Krysten Ritter) perdeu os pais e o irmão em um acidente de carro, ainda criança, e foi criada por uma desconhecida, que só queria saber de passar por “alma caridosa” na mídia e alavancar a imagem da filha famosa, Trish (Rachael Taylor). Ainda na infância, Jéssica descobre que tem uma super força, mas só Trish, que se torna sua melhor amiga, sabe desse segredo.

A heroína segue a sua vida até conhecer Kilgrave (David Tennant). O inglês mal caráter também tem um super poder: ele manipula a mente das pessoas. É aí que ele sequestra Jéssica, que passa a viver sob suas ordens. A manipulação inclui assédio sexual e violência. É nesse ponto que, apesar de ter um super poder, ela torna-se simplesmente uma mulher como tantas outras, que vivem um relacionamento abusivo e são manipuladas, sem perceber.

A jovem consegue se livrar de Kilgrave, mas, anos depois, ele reaparece, fazendo outras vítimas para chegar até ela e se vingar. Jéssica, com a ajuda de Trish e de Luke (um caso amoroso que aparece no meio da história), luta para destruí-lo de vez. É importante destacar que, apesar da ajuda masculina em alguns momentos, Jéssica e Trish são as responsáveis por acabar com ele. A união feminina, que tantas vezes é desmerecida e desacreditada, é um dos pontos altos da série. E para finalizar: eu amo o figurino da Jéssica!! <3

Sophia Burset – Orange is the New Black

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Considero OITNB uma série revolucionária para as mulheres. Temos ali todos os dramas, problemas e alegrias que vivemos no nosso dia a dia. Brancas, negras, lésbicas, grávidas, idosas, gordas, magras…não me lembro de ter visto uma produção que representa tão bem a realidade. Fica até difícil escolher uma personagem, mas eu tenho um carinho especial com a Sophia (Laverne Cox).

Imagine você nascer como uma pessoa, mas ter que viver a vida toda como outra? Aliás, não dá para imaginar, é o tipo de coisa que só sabe quem vive. Sophia nasceu em um corpo masculino, se casou com uma mulher, teve um filho, e depois de alguns anos decidiu fazer a cirurgia de adequação de sexo. Com as dívidas por conta do procedimento caro, roubou cartões de crédito e acabou sendo presa.

A maioria das pessoas ainda não compreende o que é ser trans, imagina então ser uma trans PRESA? Ela lida com o preconceito diariamente, mas não “desce do salto” e trabalha como cabeleira das detentas. Vale lembrar que é claro que a prisão na série não retrata a crueldade que deve acontecer nos presídios na vida real, com agressões físicas e verbais.

 Peggy Olson – Mad Men

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Minha musa, diva inspiradora, a foto da capa do meu Facebook, é ela! Peggy Olson é, sem dúvida, minha personagem favorita de todas as séries, de todos os tempos. Já fiz um post aqui no blog falando só dela, mas vou resumir: em uma sociedade dos anos 60, onde as mulheres não podiam ter ambição nenhuma na vida, a não ser casar e ter filhos, Peggy fez tudo diferente.

Depois de engravidar de um cafajeste, ela deu o filho para adoção e lutou para deixar o cargo de secretária e tornar-se a primeira redatora na agência de publicidade em que trabalhava. Mesmo com a aparência frágil, ela enfrentou várias humilhações de cabeça erguida, e mostrou que as mulheres podiam fazer o que quisessem. A sua evolução durante as 7 temporadas da série é linda de se ver, uma verdadeira inspiração, para todas as épocas.

É muito bom acompanhar essas e outras séries e ver representadas todas as perspectivas que temos na vida. São personagens que saem daquele clichê de que todas nós somos sensíveis, só pensamos em roupas, sapatos e casamento. Ser mulher é muito mais do que isso, é um infinidade de sentimentos, escolhas e vontades. Desejo que nesse 8 de março possamos refletir quais são as reais necessidades das mulheres, que vão muito além de rosas ou chocolates.

                
 

2 Comentários

  1. FABIOTV disse:

    Olá, tudo bem? Sem problema com spoiler.. Assisto nenhuma série mesmo hehe. Bjs, Fabio http://www.tvfabio.zip.net

  2. Júlia disse:

    As melhores séries são as que têm personagens femininas incríveis!! Você já assistiu Castle? A Det. Beckett é uma das minhas favoritas *—*
    Parabéns pelo blog e pelo novo layout, está awesome!
    Abraços!
    Júlia
    http://www.literaturaliteral.wix.com/litblog

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