11/fev/2016

[Filme] Precisamos falar sobre Kevin

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Continuando com as resenhas dos filmes da Netflix que assisti durante o Carnaval, hoje vou escrever sobre Precisamos falar sobre Kevin, lançado em 2012 e dirigido por Lynne Ramsay. Assim como Into the Wild, o filme também é baseado em um livro homônimo, escrito por Lionel Shriver.

Trata-se da história de Eva (Tilda Swinton), uma mulher solitária e marcada por uma grande tragédia em sua vida. Ela é odiada por muitas pessoas em sua cidade, que chegam a sujar sua casa de tinta e até mesmo agredi-la fisicamente na rua. Ao longo do filme, temos alguns flashs, que vão revelando o que aconteceu em sua vida.

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Eva era casada com Franklin (John C. Reilly) e teve dois filhos, Kevin (Ezra Miller) e Celia (Ashley Gerasimovich). Sua relação com o garoto sempre foi conturbada, ele apresentava um comportamento estranho e agressivo desde pequeno. A maternidade era algo difícil para ela, que não sabia lidar muito bem com a criação desse filho problemático. Já adolescente, ele continua com atitudes agressivas, até mesmo com a irmã mais nova.

Durante os flashs, logo sabemos que houve um crime envolvendo Kevin e que ele foi o responsável pela tragédia na vida de Eve. É essa expectativa do desfecho (afinal, o que Kevin fez?) que causa toda a tensão ao acompanhar o filme.

As atuações de Tilda Swinton e Ezra Miller são ótimas. O olhar triste e assustado de Eva transmite muito bem a dor dessa mãe que se culpa o tempo todo por essa tragédia e pela psicopatia do filho. Ela parece um vulto, buscando forças para continuar a vida. E o que falar de Ezra Miller? Ele dá muito medo! O olhar semicerrado, a cara de cínico…se eu visse ele na rua, atravessava a calçada, sério.

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A casa da família – extremamente clara – e a trilha sonora com algumas músicas alegres fazem um contraponto que causa ainda mais incômodo ao assistir. Aliás, desconforto é o que senti o tempo todo, pois sabia que algo muito terrível estava prestes a acontecer.

Mesmo depois de Kevin ter causado tanto sofrimento, Eve continua visitando o filho na cadeia. Ela precisa estar ali, não apenas pelos instinto materno de não abandonar o filho, mas também para buscar a resposta que ela encontra na última cena.

Todos na cidade julgam Eva, mas acredito que a história consegue passar a mensagem de que, afinal, ela não teve culpa pela psicopatia do filho. Esse é um transtorno que envolve muitos fatores e que não tem relação direta com o tipo de criação que o indivíduo tem.

Até me lembrou um pouco as histórias que costumamos ver em programas como o Cidade Alerta. Com certeza, existem muitas “Evas” e “Kevins” por aí e conversar sobre esses casos poderia evitar mais tragédias pelo mundo.

Fui pesquisar o trailer no YouTube e descobri que alguma alma muito caridosa disponibilizou o filme inteiro! Então, sem desculpas para não assistir, vale a pena!

                
 

3 Comentários

  1. FABIOTV disse:

    Olá, tudo bem? Carnaval pra mim é Carnaval kkk..Acompanho todos os desfiles das escolas de samba de SP e do Rio. Nada de filme… kkkkkkk Bjs, Fabio http://www.tvfabio.zip.net

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