08/fev/2016

[Filme] Into the Wild

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Depois de fazer a “carnavalesca” e ir no bloco no sábado, resolvi me juntar a minha fiel e amada Netflix e fazer uma maratona de filmes. Sou viciada em séries, mas não tenho o hábito de ver filmes em casa, então resolvi fazer algo diferente e dedicar o Carnaval só pra me atualizar do mundo cinematográfico.

Pretendo fazer uma resenha de todos os filmes, mas hoje vou começar com Into the Wild (Na Natureza Selvagem), lançado em 2008 e dirigido por Sean Penn. O filme é baseado no livro homônimo escrito pelo jornalista americano Jon Krakauer, lançado em 1996.

Into the Wild conta a história – baseada em fatos reais – de Christopher McCandless  (Emile Hirsch), um jovem de 21 anos que mora com os pais e a irmã. Ele é muito questionador e totalmente contra a ostentação de dinheiro e a vida de aparências. Depois de se formar na faculdade, ele doa todas suas economias para a caridade e parte para uma jornada rumo ao Alasca, sem avisar a ninguém dos seus planos.

Durante essa jornada, ele muda seu nome para Alexander Supertramp e conhece várias pessoas pelo caminho, sempre deixando uma mensagem e levando reflexões por onde passava. Vamos descobrindo ao longo da história que seus pais tinham uma relação complicada, o que pode ter intensificado de alguma forma esse desejo de abandonar tudo e buscar a felicidade sozinho. Mas é possível perceber que ele tinha uma angústia por viver na sociedade e ter que presenciar a ganância, hipocrisia, e tantas outras situações ruins que, infelizmente, encontramos ao longo da vida. Ele adorava ler livros de grandes filósofos e se influenciava muito com o que aprendia nessas leituras.

Chegando ao seu destino (Alasca), ele encontra um velho ônibus abandonado – que ele chama de “ônibus mágico –  e passa a “morar” ali, caçando, lendo, escrevendo e vivendo intensamente o contato com a natureza que ele tanto buscou. E é nesse lugar que ele finalmente encontra as respostas para as suas angústias e questionamentos.

O filme é narrado pela sua irmã, que era a pessoa mais próxima de Christopher e que sente muita falta do irmão. Cheguei a sentir raiva dele em alguns momentos, pois sumir no mundo sem avisar a família não deixou de ser uma atitude egoísta, mas não teve como não se comover com o fim da história. Quem nunca teve vontade de fazer exatamente isso, sair sem rumo e largar tudo? O que mais me tocou foi a mistura de coragem, determinação e inocência de Cristopher, que explorou a sua liberdade até o limite.

Trilha sonora

O filme não seria tão especial se não fosse a trilha sonora PERFEITA composta pelo Eddie Vedder, vocalista do Pearl Jam. É como se ele fosse o segundo narrador da história, cantando tudo aquilo que se passava pelos pensamentos de Christopher.

Vou deixar aqui um vídeo da minha música favorita, que também tem algumas cenas do filme. Se um dia eu fazer uma viagem louca como essa, com certeza estará na minha playlist 😀

 

 

                
 

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