09/nov/2015

Agora é que são elas

Nas últimas semanas, o feminismo e as questões envolvendo as mulheres foram destaques na mídia. Tivemos o Enem, com o tema da redação abordando a violência contra a mulher, e as discussões sobre o Projeto de Lei 5069/2013, que quer tirar o direito da mulher vítima de estupro receber a pílula do dia seguinte. Além disso, caso ocorra uma gravidez, querem proibir o aborto (que é legalizado nos casos de violência sexual). Ou seja, um retrocesso total.

Várias mulheres resolveram sair às ruas para protestar contra o deputado Eduardo Cunha, responsável pelo surgimento dessa pauta no Congresso. Outro assunto discutido foi o assédio sexual sofrido na infância, após Valentina, participante do MasterChef Júnior, ser alvo de comentários nojentos de alguns homens nas redes sociais.

Passei a acompanhar as pautas feministas há cerca de um ano, depois de uma vida de preconceito contra o tema. Nos últimos dias, me senti dividida entre a alegria de saber que tantas mulheres estão “acordando para a vida” e a tristeza de ver como ainda existe gente tão ignorante nesse mundo. Antes, eu não tinha noção, por que era um deles, mas agora me dói ler tanta besteira e ver como nós ainda estamos longe de mudar a mentalidade da maioria.

Como sei que é difícil mudar a cabeça das pessoas, sigo em uma luta diária e silenciosa para continuar mudando a minha. Claro que ainda me pego com pensamentos machistas às vezes, mas construir uma nova mentalidade leva muito tempo.

Acredito que todas as mulheres precisam do feminismo, por que ele traz força para questionar ideias que estão impregnadas na sociedade e que nos matam (psicologicamente ou literalmente) o tempo todo. Por exemplo: sempre me pego pensando nas mulheres que são assassinadas por seus parceiros. Com certeza, na maioria das vezes, esses homens deixam claro que possui algum problema. Mas, cegas pela insegurança, pela necessidade de ter alguém ou por qualquer outro motivo, elas continuam em relacionamentos abusivos.

Não estou dizendo de forma alguma que a culpa é da mulher, e sim que muitas vezes ela é levada pela sociedade a entrar nesse tipo de situação, sem perceber. Por isso, é necessário “abrir os olhos”, e essa é uma das funções do feminismo.

Todos os dias, tenho a esperança de me tornar uma mulher melhor, segura e mais feliz. Acredito que a melhor forma para “chegar lá” é observar melhor todas essas mulheres que estão na mesma batalha que eu, e que têm muito para ensinar. Espero que tenhamos cada vez mais capas e matérias como essa da Revista Época.

Para encerrar, vou deixar essa imagem que me faz morrer de rir toda vez que vejo no Facebook. Uma cutucada de leve em quem merece rs.

rola

                
 

2 Comentários

  1. Davison Reis disse:

    Eu particularmente amo esse assunto. Acho que explorar novas ideias e novas perspectivas de vida e maneiras de pensar. Digo não que o feminismo é novo mas as atitudes deste novos anos fora despertado por novos olhares! Amo Demais! Parabéns e excelente texto!

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