23/maio/2015

Peggy Olson, Mad Men e o machismo

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Chegou ao fim nessa semana a série dramática Mad Men, um dos maiores sucessos da TV americana nos últimos anos. Ainda não acostumei com a ideia, e poderia ficar aqui horas escrevendo os motivos por ter gostado tanto dessa série, mas vou resumir esse texto à minha personagem favorita: Peggy Olson (Elizabeth Moss).

Só para contextualizar: Mad Men se passa em uma agência de publicidade nos anos 60, onde o machismo era predominante (poderia estar falando de uma agência em 2015, mas enfim).

Naquela época, o único cargo que uma mulher poderia ocupar na empresa era de secretária, e foi essa a primeira função de Peggy na agência. Vale lembrar que, além de não possuir expectativa nenhuma de crescimento profissional, as mulheres podiam ter apenas um objetivo na vida: arrumar um marido.

Peggy, ainda inocente, logo ao entrar na agência se envolve com Peter (Vincent Kartheise), um cara prestes a se casar que só queria “se divertir” com a moça. Depois desse rápido envolvimento, ela engravida, e só descobre no dia do parto que estava grávida, tamanha a falta de conhecimento sobre a vida.

Se Peggy pensasse como as mulheres de seu tempo, ela simplesmente iria atrás de Peter para que ele assumisse a criança (com toda a razão), ganharia uma bela pensão e viveria no luxo gastando toda a grana. Mas, agora vem a reviravolta!

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Ela não queria ser mãe, e deu seu filho para adoção. Ela não queria mais saber do Peter, e continuou trabalhando na mesma empresa com o vagabundo, o tratando apenas como profissional. Ela se destacou entre as mulheres, entre os homens, e depois de enfrentar todo o machismo que a rodeava, se tornou a primeira redatora mulher da agência.

Em uma sociedade em que as mulheres sonhavam em casar de véu e grinalda, ela topa “se amigar” com seu namorado, para vergonha da sua mãe. Peggy não media esforços para mostrar que poderia conquistar e fazer o que quisesse, mesmo sendo uma mulher.

Apesar de sua força, uma das coisas que mais me cativaram na personagem foram seus momentos de fraqueza e sensibilidade. Em alguns momentos, ela só queria ser como todas as mulheres, e sofria por não se encaixar nos padrões (quem nunca?). Mesmo com suas crises existenciais e o rótulo de fracasso como mulher (para alguns), Peggy fez história no mundo da publicidade.

Amo essa personagem, porque sou (aliás, somos), um pouco de Peggy em nossas vidas profissionais. Enfrentamos o machismo todos os dias, temos nossas crises, mas não devemos abaixar a cabeça, pois lá atrás as “Peggys” da vida não abaixaram. Que esses exemplos que temos na ficção (e no mundo real) possam nos ajudar a refletir e a seguir em frente!

                
 

2 Comentários

  1. Lai Caires disse:

    Comecei a assistir por recomendação de colegas ❤️

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