10/maio/2015

“Tem Alguém aí” e as mulheres de Marian Keyes

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Não é fácil ser mulher, isso é fato.

Por mais clichê que pareça, só nós sabemos como é difícil lidar com as pressões, as dificuldades, e a enxurrada de sentimentos que nos invadem diariamente. Por isso, me identifiquei tanto com as personagens criadas pela autora irlandesa Marian Keyes. Antes de falar sobre o último livro dela que eu li, o “Tem alguém aí”, vou resumir rapidamente como funcionam algumas de suas histórias:

Família Walsh

Marian Keyes teve doze livros publicados no Brasil. Alguns deles, giram em torno de uma família muito louca, os Walsh,
compostos pela a Sra. e o Sr. Walsh e suas cinco filhas (Claire, Maggie, Rachel, Ana e Helen). Todas as filhas passam pelos dramas que muitas mulheres vivem, e cada uma ganhou um livro para contar sua história (mamãe Walsh também):

Claire – Melancia
Rachel – Férias
Maggie – Los Angeles
Ana – Tem alguém aí
Helen – Chá de Sumiço
Mamãe Walsh – Mamãe Walsh: Pequeno dicionário da família

O mais legal é que, mesmo lendo fora de ordem (o que foi o meu caso), conseguimos acompanhar a história da família sem dificuldades. Cada livro menciona um pouco de cada irmã, que passam por diferentes situações e possuem personalidades bem distintas.

Depois desse breve resumo, vamos falar um pouco sobre a Ana!

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O livro começa com Ana na casa dos Walsh, na Irlanda, muito debilitada devido à um acidente que ela sofreu (nesse primeiro momento, ainda não sabemos a circunstância do acidente). Ela conta com os cuidados da família, mas seu pensamento é apenas voltar para os EUA e reencontrar o seu marido, Aidan. Depois de muita insistência, mesmo ainda em fase de recuperação, ela decide partir para Nova York, voltar ao trabalho e buscar pelo seu grande amor. Não será nada fácil, já que com o passar do tempo descobrimos que o acidente abalou o psicológico de Ana muito mais do que imaginamos, mas ela contará com a ajuda da sua irmã, Rachel, e de vários amigos.

Mesmo com todo o drama de sua história, não dá para não se divertir quando falamos da família Walsh. Helen (a irmã mais maluca), trabalha como detetive particular e se envolve com a máfia da Irlanda, mandando e-mails hilários para Ana. Mamãe Walsh tem os melhores comentários, como quando ela diz que não consegue parar de olhar para o “volume” do noivo de Rachel (vulgo, seu genro). Claire, a irmã mais velha, é traumatizada com casamentos (no livro Melancia, é possível saber porquê), e faz de tudo para convencer Rachel a não se casar. Temos uma coleção de diálogos femininos engraçados, mas o mais legal é ver como minhas amigas e eu já tivemos vários diálogos como esses. É muito real!!!

Marian Keyes conseguiu criar personagens que poderiam facilmente ser a nossa colega de trabalho ou a nossa vizinha. Suas mulheres possuem defeitos, inseguranças, problemas, desejos e passam por situações que a gente olha e pensa: “Caramba, achei que fosse só comigo isso”.

Resumindo…acredito que a melhor sensação que eu tive lendo os livros de Marian é que eu sou uma mulher normal, “maluca” como todas as outras. Ser mulher não é fácil, mas enquanto existirem pessoas que nos entendem, as coisas podem ficar mais leves de vez em quando 🙂

 

 

                
 

2 Comentários

  1. Muito legal! Eu tenho o Melancia e ainda não tive oportunidade de termina-lo. E sua sinopse me aguçou a curiosidade. Mas de fato, alguns livros nos colocam à merce da realidade. O pouco que li do Melancia, já me diz que trata com certo humor, dramas que realmente acontecem. Claro com perspectiva feminina, porém com relatos que podem acontecer com nós homens, também. Abraços Tata! :*

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